08/24/10 by Palmetal | Institucional, Marketing, Recursos Humanos | No Comments »

Sinal dos tempos!
O setor mais secundário, mais descartável, mais zoado, o párea, o inferior, a sala dos esquecidos, demitidos e problemáticos agora é o que vai decidir o futuro das empresas.
Esqueça inovação! Esqueça sustentabilidade! Esqueça finanças! Esqueça tudo! Pense primeiro nos RECUROS HUMANOS, depois você pode pensar em qualquer outro desses temas anteriores.
O dia de são nunca chegou! O dia em que o fiel da balança penderia para o lado dos empregados ao invés de pender para o lado dos empregadores. Se alguém que entrou em coma há 10 anos atrás acordar do dia de hoje, essa pessoa vai achar que está no país errado, ou que o coma afetou o raciocínio dela ou algo assim. Mas não! Pasme! É verdade! Na Tupinicópolis está faltando mão de obra de todos os níveis em todos os setores. Sendo que a Tecnologia da Informação e a engenharia civil estão disputando cabeça com cabeça a coroa, com pequena vantagem para a primeira.
Um sinal muito claro disso eu pude observar na comunidade ENGENHEIRA DE SAIA do Orkut. Essa comunidade ficava jogada as moscas. E eu estou nela há uns quatro anos, pois, eu queria arrumar uma namorada engenheira. A namorada eu não arrumei, rolou um flertizinho com uma gatona de engenharia de produção, mas ela me cortou fora. Voltando a questão da comunidade, ela agora está cheia de ofertas de empregos, estágios, treinees e etc.
Sabendo da nova realidade, segue nossas sugestões para as empresas vencerem nesse novo cenário.
Os maiores talentos devem ser deslocados para RH
Como esse é o epicentro dos acontecimentos, a chama zona do agrião, e nesse departamento que devem estar as pessoas mais talentosas da empresa. As cabeças mais brilhantes, as auras mais positivas. Da mesma forma que dinheiro chama dinheiro, gente boa também chama gente boa
O líder deve se envolver pessoalmente com as contratações
A Palmetal e a Ambev possuem algo em comum. O líder supremo participa pessoalmente de todas as principais contratações da empresa. Isso manda uma mensagem clara para todos os envolvidos direta ou indiretamente no processo: “Pessoas são importantes para a nossa equipe”. Contratações atualmente são um evento muito importante, improvisos dificilmente resultará em boas aquisições. Agora é preciso pensar com antecedência e contratar bons talentos, mesmo que infle um pouco a folha. Pessoas brilhantes e motivadas, nesse momento, valem mais do que máquinas ou dinheiro na conta.
Endomarketing é tão importante quanto exomarketing
No livro NERO de Alain Massie há uma passagem em que o narrador diz: “O moral é o fator mais importante em uma guerra”. Eu achei isso rídiculo quando li o livro em 2007. Na época para mim o mais importante eram coisas tipo: número de tropas, armas, estratégia, recuros, terreno, etc. Sabias palavras de Alain! Mudei de idéia, é a moral mesmo. Um endormarketing deficiente pode arruinar ou ao menos deteriorar muito dinheiro gasto em exomarketing.
Metas: poucas e simples
Para manter os talentos na empresa é preciso ter metas claras, poucas e claras. Não se engane! Ter poucas metas é muito mais difícil do que ter muitas muitas metas. Parte o coração mas não tem jeito, tenha de preferência duas ou três metas para cada funcionário. Estourando a boca do balão cinco! Mas, cinco já é um numéro um pouco grande. Mais que isso você não terá nada. Garanta que a meta vai enfiar dinheiro no bolso da empresa, algo do tipo: aumentar vendas, reduzir retorno de mercadoria, reduzir atrasos, etc. Coloque um número que seja razoável de se atingir em 90 dias. Se a meta for muito grande parta em valores menores para que seja mais fácil de se atingir. Brasileiros são muito imediatistas. Alcançada a meta pague uma grana gorda. Algo em torno de 3 a 10 salários. Mas garanta que a empresa vai lucrar pelo menos 10vezes o valor do bônus pago.
Estava conversando com uma amiga semana passada. Ela disse que trabalhou por quatro meses em uma loja de esporte. Ela era uma boa vendedora, mas, a comissão dela era baixa, pois, suas vendas não eram casadas, não tinha um PA alto. Traduzindo… A dona preferia o vendedor que vendia duas meias de R$8,00 do que o vendedor que vendia apenas uma camisa de R$200,00. Esse é um exemplo clássico de meta confusa e desmotivante
Clima organizacional é a prioridade número 1
A equipe tem que se dar muito bem ponto. Não tem discussão! O gestor moderno tem que ser uma espécie de técnico, padre e mestre de cerimônia. Um tempo investido em aparar arestas, integrar pessoas, arrefecer egos e chegar a um consenso será sempre um tempo bem investido. Competitividade interna e o famoso “não vou com a cara do fulano” devoram muito capital de qualquer empreendimento. Se a competitividade interna for algo irremediável, mande alguém embora! O clima tem que ser harmonioso sempre. As pessoas tem que ir para a firma contentes porque vão encontrar aqueles colegas legais e engraçacos.
Incentive brincadeiras na hora do trabalho
Isso é maluco, mas, assim que funciona na Palmetal. Nós realmente incentivamos brincadeiras na hora do trabalho. Conversas paralelas, piadas, gracinhas, etc. são permitidas desde que influenciem muito pouco no andamento das atividades. O que não permitimos são brincadeiras relacionadas ao trabalho. Existe uma diferença entre os dois. Nós brincamos no trabalho, mas, não bricamos com o trabalho. Se o assunto são coisas relacionadas a empresa nós falamos sério. Quando é para falar de futebol, política, paqueras, e outros temas aí sim levamos tudo com bom humor.
Transparência total
Tirando raríssimas exceções, como a nossa conta bancária, todo o resto é divulgado. Isso ínclui dados como: vendas, lucratividade, bonus recebidos, planos estratégicos e etc. Todos precisam saber o que está acontecendo e o seu papel no nosso crescimento. Veja a interessante matéria da revista EXAME sobre o tema.
Benefícios! Quanto mais melhor!
Nossa CLT que foi criada na época que se amarrava cachorro com linguíça complica qualquer aumento de salário. Um excelente remédio para isso são os benefícios. Use sua criatividade e abuse deles. Algumas sugestões que usamos: Tickets, Acadêmia, Massagem, atendimento médico, cursos, seguros, viagens, etc. Esses benefícios brasileirísticos não sofrem incidencia de INSS e outros bichos e são um ótimo diferencial para a sua companhia.
Treinamento sempre!
Treinamento é um santo remédio para várias dores, inclusive a da rotatividade. Se o seu funcionário e uma pessoa empreendedora, ele vai gostar muito de ter treinamentos, vai render mais e vai ficar com um pé atras de mudar de empresa. Será que na outra terão treinamentos bons como na sua?
Criatividade e participação ativa
Fico chocado quando vou aos shoppings e vejo aqueles vendedores em pé nas lojas sem fazer nada. Isso para mim é bem marcante na loja Mr. Cat do Shopping Carioca. Onde sempre vejo uma garota de pé com as mãos para trás como se fosse um policial em posição de sentido. Quem passar por lá vai ver o que eu estou falando. Para mim uma situação como essa é um disperdício. Ela é um cérebro que poderia estar contribuindo com algo construtivo para a empresa, mas, está ali parada sem fazer nada, a não ser uma pequena figuração para algum cliente.
Na nossa loja nós temos um computador onde o funcionário deve fazer pesquisas e escrever no nosso blog diariamente. Além disso existem outras atividades de marketing, pós venda, etc.
Todos os integrantes da nossa equipe são convidados a opinar, aprender sobre as outras áreas e se integrar ao máximo no organismo vivo que é a nossa indústria
Conclusão
Os tempos mudaram radicalmente as prioridades da empresa. Valorize muito as pessoas ou morra!
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07/25/10 by Palmetal | Institucional, Recursos Humanos | No Comments »
Vamos ao Aurélio:
Trabalho: “Atividade física ou intelectual que visa a algum objetivo; labor, ocupação.”
Produtividade: “Capacidade de produzir”
Resultado: “Ato ou efeito de resultar; conseqüência, efeito, fim”
Ou seja, trabalho não é produtividade e nem resultado. Será que isso ficou claro para você? Se ficou se considere uma pessoa de sorte! Para a maioria das empresas e líderes isso é uma idéia absolutamente nebulosa.
Há alguns anos nós na Palmetal nos desligamos completamente do paradoxo que diz que as pessoas precisam trabalhar duro e trabalhar muito para conquistar alguma coisa na vida. Assumimos definitivamente a frase clássica e extremamente verdadeira que diz que: “Quem trabalha muito não tem tempo de ganhar dinheiro”. Se tem alguma verdade mais verdadeira nesse mundo do que essa frase eu ainda não a encontrei. Se trabalho desse dinheiro, peão de obra seria milhonário e a lista da Forbes com os mais ricos do mundo seria repleta de cortadores de cana, os boias-fria.
As atividades substituem o trabalho
Nós acreditamos tanto nisso que substituimos o termo trabalho por atividade. Trabalho vem do instrumento romano de tortura o tripalium e não necessáriamente significa que algo de valor está sendo produzido para o seu cliente. Muitas vezes já pude ver quantidas enormes de trabalho inútil desperdiçando tempo e dinheiro das empresas.
Hoje quando alguém na Palmetal diz que está trabalhando muito isso significa no nosso jargão que ela está sobrecarregada com atividades braçais e que é preciso analisar as tarefas para que a pessoa volte a trabalhar somente o necessário para produzir os resultados esperados.
De forma alguma estamos querendo dizer que o trabalho é algo desnecessário, na verdade é fundamental, invariavelmente todos nós vamos ter uma quantidade de coisas braçais para serem feitas, coisas que requerem mais braço do que cérebro, mas, isso deve ser somente na dose necessária para se alcançar a produtividade.
Nossa sociedade brasileira ainda tem muito do espírito latino-católico, minha própria educação foi toda baseada no lema que as coisas se consegue com sacrifício (tornar sacro). Talvez em um passado isso tenha sido verdade, na época em que vivemos, a época hiper conectada, criativa e inovadora, o sacrifício deu espaço para termos como: criatividade, inovação, conhecimento, disciplina, foco, informação.
Com isso, em nossa empresa, nós esperamos que todos tenham tempo livre para pensar, inovar, criar, checar, intuir, brincar, aprender e ensinar. As informações são transparentes e todos são convidados a opinar sobre qualquer tema e qualquer área. É uma espécie de mini-wiki, conceito criado no livro wikinomics, que foi um dos livros que mais nos influenciou.
A importância das metas
Agora, um detalhe fundamental. Para que tudo isso funcione, é preciso que todos tenham metas claras e simples, e que sejam recompensados e avaliados por essas metas. Essa combinação de metas, liberdade de criação e comprometimento é uma alavanca de crescimento inigualável. Mas fique atento a um detalhe fundamental! Ter poucas metas é mais difícil do que ter muitas metas. Invista um bom tempo escolhendo bem seus poucos alvos.
As empresas paulistas
São Paulo é a maior potência econômica do Brasil, ainda sim, as empresas de SP são muito conhecidas por exigirem muito trabalho de seus funcionários e operarem em uma cadeia de comando hierarquicamente muito rídiga, dando pouco espaço para as criações individuais. Os setores são muito compartimentalizados com pouca interação entre um e o outro.
Esse mês recebemos uma visita de uma publicitária paulista que nos disse que era comum trabalhar até de madrugada e ela basicamente ia para casa tomar banho e voltar para trabalhar. Nos pareceu que ela fazia uma tarefa que devia ser feita por duas ou três pessoas. Esse é um exemplo claro de trabalho em demasia em detrimento da qualidade e da inovação.
A empresa acha que está economizando em salário, mas, essa é uma daquelas situações em que o barato sai muito caro.
Conclusão:
Trabalhe menos, apenas o necessário, produza mais e viva melhor.
Citando Confúcio: “Os homens gastam a saúde para ganhar dinheiro e gastam o dinheiro para recuperar a saúde”
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07/19/10 by Palmetal | Estratégia, Institucional, Marketing | No Comments »
Escolhemos como treinamento de Branding o livro de David Aaker — Como construir Marcas Líderes, e queremos compartilhar nossa opinião.
O livro é chato para caramba. Somente uma pessoa da nossa equipe conseguiu ler até o fim. São 300 páginas que poderiam ser resumidas em umas 150 ou 200 no máximo. Como exemplo, na página 270 ele escreve: “Uma adequação excepcional entre o evento e a marca é muito melhor do que uma boa adequação”. Ai eu me pergunto… Precisava escrever isso?
Ainda sim, se você administra uma marca muito grande tipo WEG, EUROFARMA, BLAUSIEGEL, pode ser que extraia coisas interessantes, principalmente com os exemplos de Nike e Adidas que ilustram a leitura.
A questão é que atualmente, um livro de 2 anos atrás já nos parece pre-histórico, principalmente quando o tema é algo que pode ser atualizado, ou seja, quase tudo. Na página 259 ele fala de uma empresa que recebe 70 cartas por dia de consumidores. Será que alguma empresa no mundo ainda recebe 70 cartas por dia de consumidores? Eu dúvido que receba uma, quanto mais 70.
A maioria dos exemplos são de situações ocorridas ha duas décadas atrás, como na página 279 que ele cita os jogos olímpicos de 1996 que a AT&T patrocinou. Isso é tão arcaico que nem a própria AT&T deve se interessar pelo que ela fez nesse período.
E para completar, a carga em internet e marketing digital e reduzídissima, tendo direito a um pequeno capítulo.
Resumo do livro
Se você pretende aprender sobre branding, escolha um livro mais atualizado. Esqueça esse. Acho que nem quando ele foi lançado ele era realmente bom.
Uma dica é olhar o ano de edição, e se for um autor estrangeiro olhar o site da amazon para ver a data de edição la fora. Muitas vezes aqui aparece 2009, mas, a primeira impressão foi em 2006, quer dizer, o livro levou três anos para ser traduzido.
Se souber ler em inglês aconselhor comprar direto lá fora. O frete é barato e chega rápido, além de ser isento de impostos.
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07/04/10 by Palmetal | Estratégia, Institucional, Tecnologia | No Comments »
A Palmetal Metalúrgica existe desde 1990. E com o crescimento da empresa e a velocidade com que tudo acontece, chegamos em um ponto que o prazo de entrega e a produtividade como um todo passou a ser algo estratégico. Precisávamos produzir mais, em menos tempo, sem elevar muito os nossos custos fixos.
Começamos a estudar vários livros sobre produção. Alguns bem grandes e grossos como o Administração da Produção e Operações por Norman Gaither. Nesses livros havia a referência para a Teoria das Restrições, que a princípio parecia algo muito moderno, inovador e que quebrava totalmente os paradigmas então existentes.
Os métodos mais conhecidos como o MRP e o Just in Time (Toyota) funcionam bem em ambientes controlados. A Toyota possui uma demanda relativamente regular, e possuem poucos modelos de carros, uns 20 ou trinta. Em uma empresa de móveis como a nossa que possui centenas de produtos diferentes, todos competindo pela mesma fábrica, esse Just in Time se provou absolutamente impraticável.
Como funciona a teoria das restriçoes?
Vamos supor que você abra uma empresa que vende mousse de maracujá e pudim de leite. Minhas duas sobremesas preferidas.
Segue abaixo o roteiro principal para você fabricar cada uma das iguariais e o tempo de cada etapa.
|  |  |
| Receita | PUDIM DE LEITE | MOUSSE DE MARACUJÁ |
| Ingredientes | * 3 ovos
* 1 lata de leite condensado
* 1 1/2 xícara de leite
* 1 colher de sopa de maizena
* 10 gotas de extrato de baunilha | * 1 lata de leite condensado
* a mesma medida (da lata) de suco de maracujá concentrado
* meio envelope de gelatina em pó sem sabor (6g)
* 3 claras em neve
* 2 colheres (sopa) de açúcar |
| Mode de preparo | Leve o açúcar ao fogo médio para derreter e caramelizar. Quando estiver derretido, com cor de caramelo e começando a ferver acrescente a água quente aos poucos. Misture para que a calda não fique muito grossa. Deixe que esfrie e unte toda a parte interna da fôrma. Bata todos os ingredientes no liquidificador e despeje lentamente no meio da fôrma de pudim já untada com a calda caramelada. Asse o pudim no forno por 45min. Retire o pudim da forma e deixe resfriar por 2 horas. Após isso coloque na geladeira por cerca de 8 horas | Dissolva a gelatina em meia xícara (chá) de água fria. Aqueça em banho-maria até derreter. Reserve. Bata no liqüidificador o leite condensado, o suco de maracujá, meia medida (da lata) de água e a gelatina. Por último junte as claras batidas com o açúcar e misture. Leve à geladeira por cerca de 4 horas. |
| Tempo de preparo | 1 1/2 hora | 1/2 hora |
| Tempo de resfriamento | 10 horas | 4 horas |
| Custo da matéria-prima | R$5,00 | R$4,00 |
| Preço de venda | R$15,00 | R$12,00 |
| Lucro | R$10,00 | R$8,00 |
Vamos supor que você tenha uma geladeira comum de 300L, e a forma do mousse bem como a forma do pudim ocupam o espaço de 1L cada. Então você poderá encher sua geladeira com 300 formas seja ela de mousse ou de pudim.
Vamos considerar também que você dispõe de farta mão de obra para misturar e bater os ingredientes, e a cada rodada de preparo você apronta as 300 formas de uma só vez.
Com os dados da tabela acima, nós podemos ver facilmente que o seu gargalo ou restrição é a geladeira. O tempo de preparo do mousse é de 1/2 hora e o mesmo ficará resfriando na geladeira por 4 horas.
Vamos imaginar que você consiga trabalhar 24hs por dia prepando mousses. Dessa forma você vai rapidamente lotar a sua geladeira e do lado de fora dela vão ficar muitas outras sobremesas, sem espaço para entrar nela. Você vai ter que esperar as quatro horas passarem para retirar as sobremesas lá de dentro e então colocar uma nova batelada. Ou seja, a produção vai funcionar no rítmo do resfriamento. A cada 4 horas sai uma fornada pronta e entra outra para gelar.
Qualquer outra otimização que seja no processo de resfriamento, será virtualmente perdida, pois, não vai ter impacto na sua produtividade, uma vez que ela é 300L de mousse a cada 4 horas.
Da mesma maneira, se ao invés de demorar meia hora para prepara o mousse, você levar 1 hora, 2 horas, 3 horas, 3 1/2 horas, 3 3/4 horas a produtividade continuará sendo a mesma. Você não pode levar mais do que 4 horas, pois, nesse caso sua geladeira vai ficar sem novos doces e sua produção estará caindo.
Primeiras conclusões
- Defina o seu gargalo. Toda a sua produção vai trabalhar em função dele.
- Concentre-se em otimizar o seu gargalo. Caso haja demanda suficnete ele nunca pode ficar parado. Qualquer perda na restrição é uma perda inteira para a fábrica
- Uma perda em uma atividade não gargalo não é necessariamente uma perda de faturamento, considerando que o seu gargalo está funcionado a todo vapor.
Referências
- Bussola Financeira, Thomas Corbett
- A Meta na Pratica, Elyahu Goldratt
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05/30/10 by Palmetal | Institucional | No Comments »
Na boa pessoal, por mais cético e ateu que um sujeito seja, não há como negar que certas coisas parecem um aviso muito claro. O badaladíssimo acidente no Golfo do México que derrama oléo no nosso lindo Oceâno Atlântico é um desses avisos.
De forma alguma queremos tocar as trombetas do apocalipse, mas, ano passado publicamos um texto sobre as desvantagens do pre-sal onde colocamos de forma detalhada os custos envolvidos na empreitada e alternativas para um uso melhor dessa quantidade colossal de dinheiro.
Com o acidente que ocorreu com a British Petroleum e poderia ocorrer com a nossa Petrobras, porque não? Devemos repensar mais uma vez a questão desse modelo energético do milênio passado.
Olhemos os fatos:
| PETROBRAS | BP |
| Fundação | 1953 | 1909 |
| Faturamento | U$105bilhões | U$246bilhões |
| Lucro Líquido | U$17bilhões | U$17bilhões |
| Empregados | 74.240 | 92.000 |
| Sede | Rio de Janeiro, Brasil | Londres, Inglaterra |
Podemos ver pela tabela acima que a BP é uma empresa bem mais antiga (teoricamente com mais conhecimento), que fatura mais que o dobro da Petrobras (teoricamente com mais recursos) e que possui sua sede em um país teoricamente muito ecológico, a Inglaterra do Príncipe Charles, que é um dos maiores ativistas ambientais do mundo. Presume-se com isso que a BP tenha um cuidado com a ecologia tão grande ou maior que o da nossa estatal.
E mesmo com todos esses fatores e mil recursos tecnológicos, estão tentando entupir o poço com “tiras de borras e bolas de gole” como pode-se ver no artigo da Reuters. Se a catástrofe não fosse tão séria, isso seria uma piada muito engraçada. Quem sabe Tiger Woods não queira ajudar nessa questão doando algumas bolas de golf.
Vamos fazer clarear nossa mente com mais uns dados
| Evento: | Exxon Valdez | BP — Golfo do México |
|  |  |
| Local: | Alaska — USA | Golfo do México — USA |
| Volume: | 250.000 barris | 100.000 barris por dia |
| Custo de limpeza: | U$3bilhões (valor nominal não atualizado) | U$1bilhão (aproximadamente até 30 de maio de 2010) |
| Área envolvida: | 28.1000Km2 | 24.000Km2 |
| Tempo estimado de limpeza | 30 anos | ??? |
| Morte de aves marinhas: | entre 100.000 e 250.000 | 34.000 até o momento |
| Mapa Google: | Mapa para o Exxon Valdez | Mapa para o Golfo do México |
Os impactos de um desastre como esse são muito fortes. No caso do Exxon Valdez bilhões de ovos de salmão e outros peixes foram destruidos, causando um impacto devastador no ecossistema e na indústria de pesca.
Na última reunião sobre o clima em Copenhague, a COP-15, nós brasileiros e o resto do mundo criticou bastante a China e o USA, pela falta de compromisso com o clima. A questão é que dar pedrada nos outros é muito fácil, mas, nenhum de nós habitantes da Tupinicópolis está disposto a abrir mão do dinheiro fácil do óleo sujo em favor de um mundo mais habitável. Afinal, ainda não vi nenhuma ONG grande ou político proeminente se posicionar contra a nossa exploração do pré-sal, pelo contrário, estão todos esfregando as mãos.
Vale o risco?
Com certeza não vale o risco. Basta pensar um pouco a longo prazo. Imagina se um acidente como esse acontece, e nós arrasamos cidades maravilhosas como Rio de Janeiro, Buzios, Arraial do Cabo. Isso tem um valor incalculável. Temos muitas alternativas a extrair esse petróleo do fundo do mar.
A Petrobrás mesmo poderia ser a líder mundial em energia alternativa. Basta um pouco de coragem e pioneirismo para conseguir isso. Características que faltam em uma empresa que diz que: “O desafio é a nossa energia”. Temos um desafio imenso com as novas fontes de eletricidade e uma tremenda falta de energia por parte da nossa estatal número 1.
Lista de referências:
Desastre do Golfo e dados das tabelas:
- http://en.wikipedia.org/wiki/BP_Gulf_of_Mexico_oil_spill
- http://en.wikipedia.org/wiki/Exxon_Valdez_oil_spill
- http://en.wikipedia.org/wiki/BP
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras
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