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Palmetal é a empresa fabricante dos móveis em aço inoxidável Alezzia. A empresa foi fundada em 1990 e é a primeira a vender esse tipo de produto diretamente ao consumidor.

Competitividade empresarial: O poder agora é do RH

Sinal dos tempos!

O setor mais secundário, mais descartável, mais zoado, o párea, o infe­rior, a sala dos esque­ci­dos, demi­ti­dos e prob­lemáti­cos agora é o que vai decidir o futuro das empresas.

Esqueça ino­vação! Esqueça sus­tentabil­i­dade! Esqueça finanças! Esqueça tudo! Pense primeiro nos RECUROS HUMANOS, depois você pode pen­sar em qual­quer outro desses temas anteriores.

O dia de são nunca chegou! O dia em que o fiel da bal­ança pen­de­ria para o lado dos empre­ga­dos ao invés de pen­der para o lado dos empre­gadores. Se alguém que entrou em coma há 10 anos atrás acor­dar do dia de hoje, essa pes­soa vai achar que está no país errado, ou que o coma afe­tou o raciocínio dela ou algo assim. Mas não! Pasme! É ver­dade! Na Tupinicópo­lis está fal­tando mão de obra de todos os níveis em todos os setores. Sendo que a Tec­nolo­gia da Infor­mação e a engen­haria civil estão dis­putando cabeça com cabeça a coroa, com pequena van­tagem para a primeira.

Um sinal muito claro disso eu pude obser­var na comu­nidade ENGENHEIRA DE SAIA do Orkut.  Essa comu­nidade ficava jogada as moscas. E eu estou nela há uns qua­tro anos, pois, eu que­ria arru­mar uma namorada engen­heira. A namorada eu não arrumei, rolou um fler­tiz­inho com uma gatona de engen­haria de pro­dução, mas ela me cor­tou fora. Voltando a questão da comu­nidade, ela agora está cheia de ofer­tas de empre­gos, está­gios, trei­nees e etc.

Sabendo da nova real­i­dade, segue nos­sas sug­estões para as empre­sas vencerem nesse novo cenário.

Os maiores tal­en­tos devem ser deslo­ca­dos para RH

Como esse é o epi­cen­tro dos acon­tec­i­men­tos, a chama zona do agrião, e nesse depar­ta­mento que devem estar as pes­soas mais tal­en­tosas da empresa. As cabeças mais bril­hantes, as auras mais pos­i­ti­vas. Da mesma forma que din­heiro chama din­heiro, gente boa tam­bém chama gente boa

O líder deve se envolver pes­soal­mente com as contratações

A Pal­metal e a Ambev pos­suem algo em comum. O líder supremo par­tic­ipa pes­soal­mente de todas as prin­ci­pais con­tratações da empresa. Isso manda uma men­sagem clara para todos os envolvi­dos direta ou indi­re­ta­mente no processo: “Pes­soas são impor­tantes para a nossa equipe”. Con­tratações atual­mente são um evento muito impor­tante, impro­vi­sos difi­cil­mente resul­tará em boas aquisições. Agora é pre­ciso pen­sar com ante­cedên­cia e con­tratar bons tal­en­tos, mesmo que infle um pouco a folha. Pes­soas bril­hantes e moti­vadas, nesse momento, valem mais do que máquinas ou din­heiro na conta.

Endo­mar­ket­ing é tão impor­tante quanto exomarketing

No livro NERO de Alain Massie há uma pas­sagem em que o nar­rador diz: “O moral é o fator mais impor­tante em uma guerra”. Eu achei isso rídiculo quando li o livro em 2007. Na época para mim o mais impor­tante eram coisas tipo: número de tropas, armas, estraté­gia, recuros, ter­reno, etc. Sabias palavras de Alain! Mudei de idéia, é a moral mesmo. Um endor­mar­ket­ing defi­ciente pode arru­inar ou ao menos dete­ri­o­rar muito din­heiro gasto em exomarketing.

Metas: pou­cas e simples

Para man­ter os tal­en­tos na empresa é pre­ciso ter metas claras, pou­cas e claras. Não se engane! Ter pou­cas metas é muito mais difí­cil do que ter muitas muitas metas. Parte o coração mas não tem jeito, tenha de prefer­ên­cia duas ou três metas para cada fun­cionário. Estourando a boca do balão cinco! Mas, cinco já é um numéro um pouco grande. Mais que isso você não terá nada.  Garanta que a meta vai enfiar din­heiro no bolso da empresa, algo do tipo: aumen­tar ven­das, reduzir retorno de mer­cado­ria, reduzir atra­sos, etc. Coloque um número que seja razoável de se atin­gir em 90 dias. Se a meta for muito grande parta em val­ores menores para que seja mais fácil de se atin­gir. Brasileiros são muito ime­di­atis­tas. Alcançada a meta pague uma grana gorda. Algo em torno de 3 a 10 salários. Mas garanta que a empresa vai lucrar pelo menos 10vezes o valor do bônus pago.

Estava con­ver­sando com uma amiga sem­ana pas­sada. Ela disse que tra­bal­hou por qua­tro meses em uma loja de esporte. Ela era uma boa vende­dora, mas, a comis­são dela era baixa, pois, suas ven­das não eram casadas, não tinha um PA alto. Traduzindo… A dona prefe­ria o vende­dor que ven­dia duas meias de R$8,00 do que o vende­dor que ven­dia ape­nas uma camisa de R$200,00. Esse é um exem­plo clás­sico de meta con­fusa e desmotivante

Clima orga­ni­za­cional é a pri­or­i­dade número 1

A equipe tem que se dar muito bem ponto. Não tem dis­cussão! O gestor mod­erno tem que ser uma espé­cie de téc­nico, padre e mestre de cer­imô­nia. Um tempo investido em aparar arestas, inte­grar pes­soas, arrefe­cer egos e chegar a um con­senso será sem­pre um tempo bem investido. Com­pet­i­tivi­dade interna e o famoso “não vou com a cara do fulano” devo­ram muito cap­i­tal de qual­quer empreendi­mento. Se a com­pet­i­tivi­dade interna for algo irremediável, mande alguém emb­ora! O clima tem que ser har­mo­nioso sem­pre. As pes­soas tem que ir para a firma con­tentes porque vão encon­trar aque­les cole­gas legais e engraçacos.

Incen­tive brin­cadeiras na hora do trabalho

Isso é maluco, mas, assim que fun­ciona na Pal­metal. Nós real­mente incen­ti­va­mos brin­cadeiras na hora do tra­balho. Con­ver­sas para­le­las, piadas, grac­in­has, etc. são per­mi­ti­das desde que influ­en­ciem muito pouco no anda­mento das ativi­dades. O que não per­miti­mos são brin­cadeiras rela­cionadas ao tra­balho. Existe uma difer­ença entre os dois. Nós brin­camos no tra­balho, mas, não bricamos com o tra­balho. Se o assunto são coisas rela­cionadas a empresa nós falamos sério. Quando é para falar de fute­bol, política, paque­ras, e out­ros temas aí sim lev­a­mos tudo com bom humor.

Transparên­cia total

Tirando rarís­si­mas exceções, como a nossa conta bancária, todo o resto é divul­gado. Isso ínclui dados como: ven­das, lucra­tivi­dade, bonus rece­bidos, planos estratégi­cos e etc. Todos pre­cisam saber o que está acon­te­cendo e o seu papel no nosso cresci­mento. Veja a inter­es­sante matéria da revista EXAME sobre o tema.

Bene­fí­cios! Quanto mais melhor!

Nossa CLT que foi cri­ada na época que se amar­rava cachorro com lin­guíça com­plica qual­quer aumento de salário. Um exce­lente remé­dio para isso são os bene­fí­cios. Use sua cria­tivi­dade e abuse deles. Algu­mas sug­estões que usamos: Tick­ets, Acadêmia, Mas­sagem, atendi­mento médico, cur­sos, seguros, via­gens, etc. Esses bene­fí­cios brasileirís­ti­cos não sofrem inci­den­cia de INSS e out­ros bichos e são um ótimo difer­en­cial para a sua companhia.

Treina­mento sempre!

Treina­mento é um santo remé­dio para várias dores, inclu­sive a da rota­tivi­dade. Se o seu fun­cionário e uma pes­soa empreende­dora, ele vai gostar muito de ter treina­men­tos, vai ren­der mais e vai ficar com um pé atras de mudar de empresa. Será que na outra terão treina­men­tos bons como na sua?

Cria­tivi­dade e par­tic­i­pação ativa

Fico chocado quando vou aos shop­pings e vejo aque­les vende­dores em pé nas lojas sem fazer nada. Isso para mim é bem mar­cante na loja Mr. Cat do Shop­ping Car­i­oca. Onde sem­pre vejo uma garota de pé com as mãos para trás como se fosse um poli­cial em posição de sen­tido. Quem pas­sar por lá vai ver o que eu estou falando. Para mim uma situ­ação como essa é um dis­perdí­cio. Ela é um cére­bro que pode­ria estar con­tribuindo com algo con­stru­tivo para a empresa, mas, está ali parada sem fazer nada, a não ser uma pequena fig­u­ração para algum cliente.

Na nossa loja nós temos um com­puta­dor onde o fun­cionário deve fazer pesquisas e escr­ever no nosso blog diari­a­mente. Além disso exis­tem out­ras ativi­dades de mar­ket­ing, pós venda, etc.

Todos os inte­grantes da nossa equipe são con­vi­da­dos a opinar, apren­der sobre as out­ras áreas e se inte­grar ao máx­imo no organ­ismo vivo que é a nossa indústria

Con­clusão

Os tem­pos mudaram rad­i­cal­mente as pri­or­i­dades da empresa. Val­orize muito as pes­soas ou morra!

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Competitividade Empresarial: Trabalho e produtividade.

Vamos ao Aurélio:

Tra­balho: “Ativi­dade física ou int­elec­tual que visa a algum obje­tivo; labor, ocupação.”

Pro­du­tivi­dade: “Capaci­dade de pro­duzir

Resul­tado: “Ato ou efeito de resul­tar; con­se­qüên­cia, efeito, fim

Ou seja, tra­balho não é pro­du­tivi­dade e nem resul­tado. Será que isso ficou claro para você? Se ficou se con­sidere uma pes­soa de sorte! Para a maio­ria das empre­sas e líderes isso é uma idéia abso­lu­ta­mente nebulosa.

Há alguns anos nós na Pal­metal nos deslig­amos com­ple­ta­mente do para­doxo que diz que as pes­soas pre­cisam tra­bal­har duro e tra­bal­har muito para con­quis­tar alguma coisa na vida. Assum­i­mos defin­i­ti­va­mente a frase clás­sica e extrema­mente ver­dadeira que diz que: “Quem tra­balha muito não tem tempo de gan­har din­heiro”. Se tem alguma ver­dade mais ver­dadeira nesse mundo do que essa frase eu ainda não a encon­trei. Se tra­balho desse din­heiro, peão de obra seria mil­honário e a lista da Forbes com os mais ricos do mundo seria repleta de cor­ta­dores de cana, os boias-fria.

As ativi­dades sub­stituem o trabalho

Nós acred­i­ta­mos tanto nisso que sub­sti­tu­imos o termo tra­balho por ativi­dade. Tra­balho vem do instru­mento romano de tor­tura o tri­pal­ium e não necessári­a­mente sig­nifica que algo de valor está sendo pro­duzido para o seu cliente. Muitas vezes já pude ver quan­ti­das enormes de tra­balho inútil des­perdiçando tempo e din­heiro das empresas.a equipe Palmetal inovando

Hoje quando alguém na Pal­metal diz que está tra­bal­hando muito isso sig­nifica no nosso jargão que ela está sobre­car­regada com ativi­dades braçais e que é pre­ciso anal­isar as tare­fas para que a pes­soa volte a tra­bal­har somente o necessário para pro­duzir os resul­ta­dos esperados.

De forma alguma esta­mos querendo dizer que o tra­balho é algo desnecessário, na ver­dade é fun­da­men­tal, invari­avel­mente todos nós vamos ter uma quan­ti­dade de coisas braçais para serem feitas, coisas que requerem mais braço do que cére­bro,  mas, isso deve ser somente na dose necessária para se alcançar a produtividade.

Nossa sociedade brasileira ainda tem muito do espírito latino-católico, minha própria edu­cação foi toda baseada no lema que as coisas se con­segue com sac­ri­fí­cio (tornar sacro). Talvez em um pas­sado isso tenha sido ver­dade, na época em que vive­mos, a época hiper conec­tada, cria­tiva e ino­vadora, o sac­ri­fí­cio deu espaço para ter­mos como: cria­tivi­dade, ino­vação, con­hec­i­mento, dis­ci­plina, foco, informação.

Com isso, em nossa empresa, nós esper­amos que todos ten­ham tempo livre para pen­sar, ino­var, criar, checar, intuir, brin­car, apren­der e ensi­nar. As infor­mações são trans­par­entes e todos são con­vi­da­dos a opinar sobre qual­quer tema e qual­quer área. É uma espé­cie de mini-wiki, con­ceito cri­ado no livro wiki­nomics, que foi um dos livros que mais nos influenciou.

A importân­cia das metas

Agora, um detalhe fun­da­men­tal. Para que tudo isso fun­cione, é pre­ciso que todos ten­ham metas claras e sim­ples, e que sejam rec­om­pen­sa­dos e avali­a­dos por essas metas. Essa com­bi­nação de metas, liber­dade de cri­ação e com­pro­me­ti­mento é uma ala­vanca de cresci­mento inigualável. Mas fique atento a um detalhe fun­da­men­tal! Ter pou­cas metas é mais difí­cil do que ter muitas metas. Invista um bom tempo escol­hendo bem seus poucos alvos.

As empre­sas paulistas

São Paulo é a maior potên­cia econômica do Brasil, ainda sim, as empre­sas de SP são muito con­heci­das por exi­girem muito tra­balho de seus fun­cionários e oper­arem em uma cadeia de comando hier­ar­quica­mente muito rídiga, dando pouco espaço para as cri­ações indi­vid­u­ais. Os setores são muito com­par­ti­men­tal­iza­dos com pouca inter­ação entre um e o outro.

Esse mês recebe­mos uma visita de uma pub­lic­itária paulista que nos disse que era comum tra­bal­har até de madru­gada e ela basi­ca­mente ia para casa tomar banho e voltar para tra­bal­har. Nos pare­ceu que ela fazia uma tarefa que devia ser feita por duas ou três pes­soas. Esse é um exem­plo claro de tra­balho em dema­sia em detri­mento da qual­i­dade e da inovação.

A empresa acha que está econ­o­mizando em salário, mas, essa é uma daque­las situ­ações em que o barato sai muito caro.

Con­clusão:

Tra­balhe menos, ape­nas o necessário, pro­duza mais e viva melhor.

Citando Con­fú­cio: “Os homens gas­tam a saúde para gan­har din­heiro e gas­tam o din­heiro para recu­perar a saúde”

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Como construir marcas líderes — David A. Aaker — Resenha

Escol­he­mos como treina­mento de Brand­ing o livro de David Aaker — Como con­struir Mar­cas Líderes, e quer­e­mos com­par­til­har nossa opinião.

O livro é chato para caramba. Somente uma pes­soa da nossa equipe con­seguiu ler até o fim. São 300 pági­nas que pode­riam ser resum­i­das em umas 150 ou 200 no máx­imo. Como exem­plo, na página 270 ele escreve: “Uma ade­quação excep­cional entre o evento e a marca é muito mel­hor do que uma boa ade­quação”. Ai eu me per­gunto… Pre­cisava escr­ever isso?

Ainda sim, se você admin­is­tra uma marca muito grande tipo WEG, EUROFARMA, BLAUSIEGEL, pode ser que extraia coisas inter­es­santes, prin­ci­pal­mente com os exem­p­los de Nike e Adi­das que ilus­tram a leitura.

A questão é que atual­mente, um livro de 2 anos atrás já nos parece pre-histórico, prin­ci­pal­mente quando o tema é algo que pode ser atu­al­izado, ou seja, quase tudo. Na página 259 ele fala de uma empresa que recebe 70 car­tas por dia de con­sum­i­dores. Será que alguma empresa no mundo ainda recebe 70 car­tas por dia de con­sum­i­dores? Eu dúvido que receba uma, quanto mais 70.

A maio­ria dos exem­p­los são de situ­ações ocor­ri­das ha duas décadas atrás, como na página 279 que ele cita os jogos olímpi­cos de 1996 que a AT&T patro­ci­nou. Isso é tão arcaico que nem a própria AT&T deve se inter­es­sar pelo que ela fez nesse período.

E para com­ple­tar, a carga em inter­net e mar­ket­ing dig­i­tal e reduzídis­sima, tendo dire­ito a um pequeno capítulo.

Resumo do livro

Se você pre­tende apren­der sobre brand­ing, escolha um livro mais atu­al­izado. Esqueça esse. Acho que nem quando ele foi lançado ele era real­mente bom.

Uma dica é olhar o ano de edição, e se for um autor estrangeiro olhar o site da ama­zon para ver a data de edição la fora. Muitas vezes aqui aparece 2009, mas, a primeira impressão foi em 2006, quer dizer, o livro levou três anos para ser traduzido.

Se sou­ber ler em inglês acon­sel­hor com­prar direto lá fora. O frete é barato e chega rápido, além de ser isento de impostos.

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Teoria das restrições na indústria

A Pal­metal Met­alúr­gica existe desde 1990. E com o cresci­mento da empresa e a veloci­dade com que tudo acon­tece, cheg­amos em um ponto que o prazo de entrega e a pro­du­tivi­dade como um todo pas­sou a ser algo estratégico. Pre­cisá­va­mos pro­duzir mais, em menos tempo, sem ele­var muito os nos­sos cus­tos fixos.

Começamos a estu­dar vários livros sobre pro­dução. Alguns bem grandes e grossos como o Admin­is­tração da Pro­dução e Oper­ações por Nor­man Gaither. Nesses livros havia a refer­ên­cia para a Teo­ria das Restrições, que a princí­pio pare­cia algo muito mod­erno, ino­vador e que que­brava total­mente os par­a­dig­mas então existentes.

Os méto­dos mais con­heci­dos como o MRP e o Just in Time (Toy­ota) fun­cionam bem em ambi­entes con­tro­la­dos. A Toy­ota pos­sui uma demanda rel­a­ti­va­mente reg­u­lar, e pos­suem poucos mod­e­los de car­ros, uns 20 ou trinta. Em uma empresa de móveis como a nossa que pos­sui cen­te­nas de pro­du­tos difer­entes, todos com­petindo pela mesma fábrica, esse Just in Time se provou abso­lu­ta­mente impraticável.

Como fun­ciona a teo­ria das restriçoes?

Vamos supor que você abra uma empresa que vende mousse de maracujá e pudim de leite. Min­has duas sobreme­sas preferidas.

Segue abaixo o roteiro prin­ci­pal para você fab­ricar cada uma das iguar­i­ais e o tempo de cada etapa.

Pudim de leitemousse de maracujá
ReceitaPUDIM DE LEITEMOUSSE DE MARACUJÁ
Ingre­di­entes* 3 ovos
* 1 lata de leite con­den­sado
* 1 1/2 xícara de leite
* 1 col­her de sopa de maizena
* 10 gotas de extrato de baunilha
* 1 lata de leite con­den­sado
* a mesma medida (da lata) de suco de maracujá con­cen­trado
* meio enve­lope de gelatina em pó sem sabor (6g)
* 3 claras em neve
* 2 col­heres (sopa) de açúcar
Mode de preparoLeve o açú­car ao fogo médio para der­reter e caramelizar. Quando estiver der­retido, com cor de caramelo e começando a fer­ver acres­cente a água quente aos poucos. Mis­ture para que a calda não fique muito grossa. Deixe que esfrie e unte toda a parte interna da fôrma. Bata todos os ingre­di­entes no liq­uid­i­fi­cador e despeje lenta­mente no meio da fôrma de pudim já untada com a calda carame­lada. Asse o pudim no forno por 45min. Retire o pudim da forma e deixe res­friar por 2 horas. Após isso coloque na geladeira por cerca de 8 horasDis­solva a gelatina em meia xícara (chá) de água fria. Aqueça em banho-maria até der­reter. Reserve. Bata no liqüid­i­fi­cador o leite con­den­sado, o suco de maracujá, meia medida (da lata) de água e a gelatina. Por último junte as claras bati­das com o açú­car e mis­ture. Leve à geladeira por cerca de 4 horas.
Tempo de preparo1 1/2 hora1/2 hora
Tempo de resfriamento10 horas4 horas
Custo da matéria-primaR$5,00R$4,00
Preço de vendaR$15,00R$12,00
LucroR$10,00R$8,00

Vamos supor que você tenha uma geladeira comum de 300L, e a forma do mousse bem como a forma do pudim ocu­pam o espaço de 1L cada. Então você poderá encher sua geladeira com 300 for­mas seja ela de mousse ou de pudim.

Vamos con­sid­erar tam­bém que você dis­põe de farta mão de obra para mis­tu­rar e bater os ingre­di­entes, e a cada rodada de preparo você apronta as 300 for­mas de uma só vez.

Com os dados da tabela acima, nós podemos ver facil­mente que o seu gar­galo ou restrição é a geladeira. O tempo de preparo do mousse é de 1/2 hora e o mesmo ficará res­friando na geladeira por 4 horas.

Vamos imag­i­nar que você con­siga tra­bal­har 24hs por dia prepando mousses. Dessa forma você vai rap­i­da­mente lotar a sua geladeira e do lado de fora dela vão ficar muitas out­ras sobreme­sas, sem espaço para entrar nela. Você vai ter que esperar as qua­tro horas pas­sarem para reti­rar as sobreme­sas lá de den­tro e então colo­car uma nova bate­lada. Ou seja, a pro­dução vai fun­cionar no rítmo do res­fri­a­mento. A cada 4 horas sai uma for­nada pronta e entra outra para gelar.

Qual­quer outra otimiza­ção que seja no processo de res­fri­a­mento, será vir­tual­mente per­dida, pois, não vai ter impacto na sua pro­du­tivi­dade, uma vez que ela é 300L de mousse a cada 4 horas.

Da mesma maneira, se ao invés de demorar meia hora para prepara o mousse, você levar 1 hora, 2 horas, 3 horas, 3 1/2 horas, 3 3/4 horas a pro­du­tivi­dade con­tin­uará sendo a mesma. Você não pode levar mais do que 4 horas, pois, nesse caso sua geladeira vai ficar sem novos doces e sua pro­dução estará caindo.

Primeiras con­clusões

  1. Defina o seu gar­galo. Toda a sua pro­dução vai tra­bal­har em função dele.
  2. Concentre-se em otimizar o seu gar­galo. Caso haja demanda sufic­nete  ele nunca pode ficar parado. Qual­quer perda na restrição é uma perda inteira para a fábrica
  3. Uma perda em uma ativi­dade não gar­galo não é nec­es­sari­a­mente uma perda de fat­u­ra­mento, con­siderando que o seu gar­galo está fun­cionado a todo vapor.

Refer­ên­cias

  1. Bus­sola Finan­ceira, Thomas Corbett
  2. A Meta na Prat­ica, Elyahu Goldratt
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Derramento de óleo no golfo e o pré-sal. Vale o risco?

Na boa pes­soal, por mais cético e ateu que um sujeito seja, não há como negar que cer­tas coisas pare­cem um aviso muito claro. O badal­adís­simo aci­dente no Golfo do Méx­ico que der­rama oléo no nosso lindo Oceâno Atlân­tico é um desses avisos.

De forma alguma quer­e­mos tocar as trom­be­tas do apoc­alipse, mas, ano pas­sado pub­li­camos um texto sobre as desvan­ta­gens do pre-sal onde colo­camos de forma detal­hada os cus­tos envolvi­dos na empre­itada e alter­na­ti­vas para um uso mel­hor dessa quan­ti­dade colos­sal de dinheiro.

Com o aci­dente que ocor­reu com a British Petro­leum e pode­ria ocor­rer com a nossa Petro­bras, porque não? Deve­mos repen­sar mais uma vez a questão desse mod­elo energético do milênio passado.

Olhe­mos os fatos:

PETROBRASBP
Fun­dação19531909
Fat­u­ra­mentoU$105bilhõesU$246bilhões
Lucro LíquidoU$17bilhõesU$17bilhões
Empre­ga­dos74.24092.000
SedeRio de Janeiro, BrasilLon­dres, Inglaterra

Podemos ver pela tabela acima que a BP é uma empresa bem mais antiga (teori­ca­mente com mais con­hec­i­mento), que fatura mais que o dobro da Petro­bras (teori­ca­mente com mais recur­sos) e que pos­sui sua sede em um país teori­ca­mente muito ecológico, a Inglaterra  do Príncipe Charles, que é um dos maiores ativis­tas ambi­en­tais do mundo. Presume-se com isso que a BP tenha um cuidado com a ecolo­gia tão grande ou maior que o da nossa estatal.

E mesmo com todos esses fatores e mil recur­sos tec­nológi­cos, estão ten­tando entupir o poço com “tiras de bor­ras e bolas de gole” como pode-se ver no artigo da Reuters. Se a catástrofe não fosse tão séria, isso seria uma piada muito engraçada. Quem sabe Tiger Woods não queira aju­dar nessa questão doando algu­mas bolas de golf.

Vamos fazer clarear nossa mente com mais uns dados

Evento:Exxon ValdezBP — Golfo do México
exxon valdezBP Golfo do mexico
Local:Alaska — USAGolfo do Méx­ico — USA
Vol­ume:250.000 bar­ris100.000 bar­ris por dia
Custo de limpeza:U$3bilhões (valor nom­i­nal não atualizado)U$1bilhão (aprox­i­mada­mente até 30 de maio de 2010)
Área envolvida:28.1000Km224.000Km2
Tempo esti­mado de limpeza30 anos???
Morte de aves marinhas:entre 100.000 e 250.00034.000 até o momento
Mapa Google:Mapa para o Exxon ValdezMapa para o Golfo do México

Os impactos de um desas­tre como esse são muito fortes. No caso do Exxon Valdez bil­hões de ovos de salmão e out­ros peixes foram destru­i­dos, cau­sando um impacto dev­as­ta­dor no ecos­sis­tema e na indús­tria de pesca.

Na última reunião sobre o clima em Copen­h­ague, a COP-15, nós brasileiros e o resto do mundo criti­cou  bas­tante a China e  o USA, pela falta de com­pro­misso com o clima. A questão é que dar pedrada nos out­ros é muito fácil, mas, nen­hum de nós habi­tantes da Tupinicópo­lis está dis­posto a abrir mão do din­heiro fácil do óleo sujo em favor de um mundo mais habitável. Afi­nal, ainda não vi nen­huma ONG grande ou político proem­i­nente se posi­cionar con­tra a nossa explo­ração do pré-sal, pelo con­trário, estão todos esfre­gando as mãos.

Vale o risco?

Com certeza não vale o risco. Basta pen­sar um pouco a longo prazo. Imag­ina se um aci­dente como esse acon­tece, e nós arrasamos cidades mar­avil­hosas como Rio de Janeiro, Buzios, Arra­ial do Cabo. Isso tem um valor incal­culável. Temos muitas alter­na­ti­vas a extrair esse petróleo do fundo do mar.

A Petro­brás mesmo pode­ria ser a líder mundial em ener­gia alter­na­tiva. Basta um pouco de cor­agem e pio­neirismo para con­seguir isso. Car­ac­terís­ti­cas que fal­tam em uma empresa que diz que: “O desafio é a nossa ener­gia”. Temos um desafio imenso com as novas fontes de elet­ri­ci­dade e uma tremenda falta de ener­gia por parte da nossa estatal número 1.

Lista de referências:

Desas­tre do Golfo e dados das tabelas:

  • http://en.wikipedia.org/wiki/BP_Gulf_of_Mexico_oil_spill
  • http://en.wikipedia.org/wiki/Exxon_Valdez_oil_spill
  • http://en.wikipedia.org/wiki/BP
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras

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